segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Não sei brincar e ser café com leite


Não sinto nada mais ou menos
ou eu gosto ou não gosto.
Não sei sentir em doses homeopáticas.
Preciso e gosto de intensidade,
mesmo que ela seja ilusória
e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres,
paixões não correspondidas
e pessoas água com açúcar.
Não sei brincar e ser café com leite.

Só quero na minha vida
gente que transpire adrenalina
de alguma forma, que tenha coragem suficiente
pra me dizer o que sente antes, durante e depois
ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las.

Porque eu acho sempre muitas coisas
- porque tenho uma mente fértil e delirante
- e porque posso achar errado - e ter que me desculpar
- e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade
se me provarem que eu estraguei tudo
achando o que não devia.

Quero grandes histórias e estórias
quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada.
Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira,
mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer
e me fazer crer que é para sempre
quando eu digo convicto que "nada é para sempre".

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TEXTO DE AUTORIA DESCONHECIDA -

Embora alguns atribuam a Gabriel Garcia Marquez, o texto NÃO CONSTA DO ACERVO DO REFERIDO AUTOR.

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A frase "Não sei brincar e ser café com leite", explica todo o texto.

"Café com leite" é uma gíria popular, especialmente comum em contextos de jogos e brincadeiras, que significa ser tratado com condescendência ou ter regras atenuadas por ser iniciante, mais novo, mais fraco ou simplesmente "não levar o jogo a sério".

Portanto, a frase indica uma preferência por competitividade e seriedade, rejeitando a ideia de ser tratado com favores ou como um participante secundário.

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