De tanto esperar pela sexta-feira,
você deixou as terças passarem despercebidas.
De tanto ansiar pelo sol,
esqueceu-se de sentir a poesia da chuva.
De tanto sonhar com as férias,
ignorou a magia dos dias comuns.
Não, a vida não é curta — ela é vasta,
cheia de momentos que caberiam em séculos.
Mas você está esperando… e,
enquanto espera, a vida acontece sem você.
— Fernando Medina
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O texto é uma reflexão poética sobre a perda do presente ao focar excessivamente no futuro, destacando como a ansiedade pela sexta-feira, pelo sol ou pelas férias nos faz ignorar a beleza e a riqueza dos "dias comuns", da chuva e da vida que acontece agora, alertando que viver na expectativa é perder o agora, a vida em si.
A ânsia pelo fim de semana (sexta-feira): Simboliza a espera pelo descanso, pela recompensa, deixando os dias de trabalho (terças) passarem sem serem aproveitados.
O desejo pelo sol: Representa a busca por momentos "perfeitos" ou ideais, negligenciando a beleza e a poesia dos dias nublados e chuvosos, que também têm seu valor.
O sonho com as férias: Mostra a tendência de adiar a felicidade para um momento futuro, ignorando a magia e as pequenas alegrias dos dias rotineiros.
A vida é vasta, não curta: A mensagem central é que a vida é abundante em momentos, mas a espera constante diminui nossa percepção dessa vastidão.
O alerta: Enquanto esperamos, a vida se esvai, reforçando a importância de viver o presente plenamente.
É um chamado à consciência para valorizar o "agora", pois a vida se desenrola nos pequenos momentos cotidianos, e não apenas nos grandes eventos futuros.

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